Versículo do dia
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em mim, ainda que esteja morto vivera.
João 11:25
Visualizações
Com tecnologia do Blogger.
Posts recente
sábado, 11 de junho de 2011
O DILEMA DO ABORTO
"Joana procurou-me um dia angustiada pelo complexo de culpa. "Pastor...", disse ela, "...Provoquei um aborto quando tinha dezesseis anos, mas ninguém soube. Foi uma experiência dolorosa e traumatizante em minha vida, mas era a única saída que eu via naquele momento. O fato é que tudo isso aconteceu há mais de trinta anos e até hoje carrego em meu coração a incerteza do perdão. Minhas mãos estão manchadas de sangue, pois tirei a vida de um nenenzinho que eu carregava no ventre. Sinto que não existe perdão para um pecado tão horrível como este. Responda-me por favor, existe perdão para mim?"
O drama desta mulher, cujo o nome é fictício, me levou a tratar o assunto do aborto nesta palestra.
Este tema é sem dúvida nenhuma, controvertido e delicado. O mundo todo está dividido em dois grandes grupos com relação a este assunto. Esta controvérsia intensificou-se a partir de 1973 quando a corte suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto. Os dois grandes grupos são: de um lado os que defendem a vida, e do outro, os que defendem o direito que a mulher tem de decidir se deve ou não ter a criança que gerou.
Pessoalmente acho que as implicações são muito mais profundas, porque o aborto é muito mais do que o fim de uma gravidez. Ele converteu-se, hoje, numa atitude e até quase num estilo de vida. Na realidade, é uma maneira de encarar qualquer problema que aparece pela frente. Você tem problemas no emprego? Não se preocupe muito, aborte seu emprego, demita-se. Seu casamento não anda bem? Aborte seu casamento, divorcie-se. Encontra dificuldade na vida cristã? Não insista, aborte seu relacionamento com Deus e com a igreja, abandone tudo. Você vê? O aborto na realidade, é uma tentativa de evitar a conseqüência de nossas ações. A Bíblia é clara quando afirma: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6:7,8)
A advertência aqui é clara. Não resta dúvida. A Bíblia afirma que colheremos o que semeamos. Mas o aborto tenta ignorar este fato fundamental da vida, parando as batidas de um coração humano.
Analisemos, por exemplo, o caso de Jenifer, uma garota imaginária, que amava as diversões e brincava de sexo. A ansiosa busca por prazer levou-a a uma gravidez. Os pais e ela não duvidaram um minuto em tomar a decisão que parecia ser a mais simples: o aborto. Afinal de contas, por que a família teria que sofrer todas as conseqüências que aquela gravidez acarretava?
O aborto, embora tão traumático quanto possa ser, parece à primeira vista, ser a solução mais simples e o caminho mais fácil para resolver o problema.
Infelizmente, depois de abortar seu "problema", Jenifer nunca aprendeu a lição. No verão seguinte, ficou grávida de novo. E dois anos mais tarde outra vez. Foram quatro abortos antes de completar 21 anos, acredite, se quiser.
A pergunta é: Que teria acontecido se Jenifer não tivesse escapado da realidade com aquele primeiro aborto? Nove meses de gravidez, sem dúvida nenhuma, teriam sido difíceis, mas aquela experiência poderia, talvez, ter lhe ensinado uma das mais importantes lições da vida: que é preciso encarar as conseqüências de nossas ações e não fugir delas.
Mas existem tantos defensores do aborto hoje, que dá a impressão de que os defensores da vida é que estão errados. O problema é que a escala de valores de nossa sociedade está ficando de cabeça para baixo. Suponhamos que fosse um pequeno golfinho nadando dentro da barriga de uma mãe grávida, você pode estar certo que apareceriam imediatamente os manifestantes do movimento "Salvem o golfinho" defendendo furiosamente o direito de viver do bichinho. Mas acontece que esses mesmos ativistas que fazem campanhas e passeatas para preservar a vida de todos os golfinhos do oceano, são os que defendem o direito que a mulher tem de interromper a vida de uma criança que carrega no ventre.
Parece estranho, não parece? Essa é a religião do humanismo secular. Mas o cristianismo avalia a vida como um dom de Deus. Um dom tão sagrado que Jesus deu Sua própria vida para preservar a vida do homem. Portanto, quando pensamos no aborto, a pergunta que devemos fazer é: o que fez aquela criança para merecer a morte?
Você talvez ache que uma criança que ainda não nasceu, não está viva, porque não respira sozinha. Mas a realidade é que o feto já é um consumidor de oxigênio, como qualquer ser humano vivo. É verdade que precisa da ajuda da mãe para processar a respiração, mas muitos adultos, no momento de uma cirurgia, também precisam de ajuda para respirar. Sem os aparelhos, morreriam. Seria alguém capaz de deixar morrer um adulto, durante a cirurgia, somente porque não pode respirar por si só?
A criança, mesmo depois de ter nascido, e de começar a respirar sozinha, ainda é dependente. Não pode alimentar-se só, não pode sustentar-se financeiramente, se quer pode virar-se sozinha no berço. É óbvio, então, que o fato de ser dependente não tem nada a ver com sua condição de pessoa humana.
A verdade é que uma criança, mesmo antes de nascer, já tem todas as características definidas de um ser humano no primeiro trimestre de vida fetal. Por volta dos 25 dias, praticamente antes que a mãe perceba que está grávida, essa criança já está bombeando sangue.
Hoje, a ciência chega à conclusão de que o nenê pode reconhecer a voz da mãe que está praticamente atada a essa vida que leva dentro do ventre. E quando essa mãe quebra as leis não escritas do instinto, abortando o nenê, imprime em sua própria vida marcas que a perturbarão por muitos anos.
Os que apoiam a idéia de que a mãe tem o direito de escolher se vai ter ou não a criança, vão longe negando o fato de que a realidade é que não se está tirando a vida de um ser humano. Eles preferem pensar no aborto como a interrupção da gravidez. Como seria se disséssemos que o motoqueiro do parque interrompeu a vida de nove garotas ingênuas? Foi interrupção ou foi assassinato?
A grande discusão das pessoas que defendem o aborto é sobre o momento no qual exatamente começa a vida. É obvio que a curta viagem através do canal do nascimento, não torna um feto despersonalizado, num ser humano. A posição mais natural e lógica, é que a vida começa na concepção. Deste momento em diante, até o estado adulto, há um processo de crescimento constante.
Perguntemo-nos agora como cristãos, se antes de nascer, os nenês não são seres humanos viventes, onde estava Jesus durante a gravidez de Maria? Deixou de existir durante nove meses? A Bíblia diz que a virgem Maria "tinha concebido do Espírito Santo". Vê? O Deus eterno tinha se tornado um nenê vivo e real dentro do ventre de Maria.
Em vários lugares da Bíblia se menciona os nenês que ainda não nasceram, como pessoas. Vemos isto quando Isabel, a tia de Jesus saudou Maria: "Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo". (Lucas 1:41)
De acordo com a Bíblia, o que Isabel tinha no seu ventre era um nenê. Não era uma massa de tecido fetal em desenvolvimento, mas um nenê brincalhão.
Pois bem, à luz das evidências bíblicas e biológicas, pode alguém negar a idéia de que o aborto acaba com uma vida humana? E que direito tem o ser humano para deter as batidas desses pequenos coraçãozinhos?
Para muitos ateus e agnósticos, um nenê que ainda não nasceu não passa de tecido fetal que se mexe no ventre, como símbolo do processo evolutivo. Na realidade, eles dão aos nenês que ainda não nasceram o valor moral de um tumor. "Desfaça-se dele na forma que achar conveniente". Que tristeza!
Outro dia, vi um grupo de feministas americanas com um cartaz que dizia: "Tire as mãos de meu corpo. Dêem-me o direito de decidir". Bom se aqueles nenenzinhos são seres vivos, não devíamos nós também tirar as mãos dos corpinhos deles?
Acho que depois de tudo isso, você e eu, meu amigo, devemos pensar com mais carinho quando se trata de defender a vida. Mas, e quanto aos que defendem a idéia de que a mulher tem o direito de decidir se vai ou não ter a criança? Tem a mulher direito de escolher? Com toda certeza, desde o momento em que a mulher tome essa decisão ou faça essa escolha no momento da relação sexual. Se a mãe teve participação voluntária numa relação sexual que resultou em gravidez, não exerceu sua liberdade de escolher e decidir?
Não existe algo assim como liberdade de decisão sem limites. A liberdade pessoal não pode violar os direitos de outra pessoa. Em outras palavras, você tem a liberdade de mexer o braço, mas essa liberdade termina onde começa o meu nariz. E o direito da mulher sobre seu corpo acaba onde começa o corpo do nenê. O fato de que esse nenê que ainda não nasceu, não possa defender-se, não quer dizer que não tenha direitos.
Mas e quanto a gravidez que é fruto de um estupro? Tais casos merecem consideração especial, desde o momento que a mãe nunca teve a oportunidade de exercer sua liberdade de escolha. Por que deveria ela ver-se na obrigação de afrontar as conseqüências do crime de outra pessoa? Este é o motivo pelo qual muitos que se opõem ao aborto, aceitam a possibilidade dele em casos de gravidez por estupro. Sendo que a mulher engravidou sem que fosse sua decisão, não deveria ela ter o direito de defender-se contra tal invasão? Por que deveria colher o que não plantou? Mas por outro lado, não é a vida um patrimônio divino? E logo que o estupro é um ato de violência e justo da natureza pecaminosa do ser humano. Claro que semelhante ato foi inspirado pelo diabo que se utilizou das depravações e deformações do caráter do homem. Mas se a vida já está formada, e toda a vida pertence a Deus, que direito tem o ser humano de por um ponto final a essa vida? Não se deveria levar adiante essa gravidez e se depois a mãe não tiver estrutura psicológica para conviver com essa criança, não poderia ela ser entregue em adoção para uma família que pudesse lhes oferecer todo o amor do mundo?
Mas, o aspecto polêmico deste tema não termina por aqui. O que fazer, por exemplo, quando a vida da mãe corre perigo? Estes casos são relativamente raros, mas às vezes os médicos têm que encarar o terrível dilema de decidir se deve viver a mãe ou a criança. Na maioria das vezes decide-se por salvar a vida da mãe.
Você percebe que este é um assunto muito delicado e controvertido. Pode, por exemplo, apresentar-se a declaração contundente de que a vida é tão sagrada, que nenhum ser humano tem o direito de escolher o aborto sob nenhuma circunstância. Tomar uma posição não é fácil, eu sei. Mas enquanto deliberarmos o que fazer em casos de estupro, deformações genéticas ou risco de vida da mãe, podemos sim tomar uma posição com relação à grande maioria de abortos nos quais uma mãe saudável, se desfaz de um nenê saudável que está vivo, por decisão dela própria.
Se estes tipos de aborto parassem, acabariam 95 porcento dos abortos. Tendo conseguido isso, poderíamos seguir vendo as implicações éticas do aborto em outras circunstâncias.
Não é fácil tratar um assunto deste. Como pastor, sei das angústias de uma mulher que está considerando a possibilidade de um aborto. Elas precisam de compaixão e não de condenação, não importando o que decidirem fazer. E se tomam a valente decisão de preservar a vida que está dentro delas, o sofrimento não acabou, está apenas começando. Elas precisam de ajuda para trazer esses filhos ao mundo e tentar juntar os cacos de sua própria história.
A igreja tem a solene responsabilidade de apoiar estas mulheres que sofrem.
Se neste momento está me ouvindo uma mulher que está lutando no vale da decisão, por favor, compreenda que Deus a ama apesar de seus erros. Ele tem um plano especial para a sua vida e para a vida desse nenê que está dentro de você. Levante a cabeça, acredite e Deus não a desapontará.
Talvez você se sinta culpada pelos abortos que já teve. Então, confesse seus pecados a Jesus e peça perdão. Na realidade, todos somos culpados de muitos erros e merecemos a morte. A Bíblia diz que todos nós nos desviamos como ovelhas, cada um foi por seu próprio caminho. Mas graças a Deus, Ele colocou sobre Jesus crucificado o pecado de todos nós. Sim, minha amiga, Jesus pagou o preço completo de nossa salvação. Neste momento você pode estar limpa diante de Deus, como se nunca tivesse pecado. É só abrir o coração a Deus, aí onde você está. Quer fazê-lo?
PR. ALEJANDRO BULLÓN
sexta-feira, 10 de junho de 2011
POR QUE É DIFÍCIL CRER?
"O texto bíblico escolhido está em Efésios 2:8-10: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas".Existe algo muito claro no texto acima. A salvação não é fruto de algo que o homem faz; não é resultado de boas obras e nem o diploma de formatura que Deus dá àqueles que se portam bem. A salvação é gratuita. É dom de Deus.
A primeira sugestão do texto bíblico é a de que neste mundo só existem dois grupos de pessoas: os salvos e os perdidos. Na vida espiritual, não existe o terceiro grupo que é aquele formado por pessoas que ainda estão pensando se aceitarão ou não a Cristo.
Note o que Jesus disse em S. Mateus 12:30: "Quem não é por mim, é contra mim..."
Não precisamos fazer opção para nos colocar em terreno contrário. Aquele que não der um passo em direção a Jesus, que não lhe abrir o coração e não O aceitar, de maneira natural, está colocando-se no terreno inimigo de Jesus. Na vida espiritual não existe terreno neutro. Você é ou não é de Jesus.
No mundo dos negócios, você pode ter tempo para pensar. No mundo político, você pode levar tempo para decidir a que partido vai se filiar. No mundo sentimental, você pode pensar dois meses para "decidir com quem fica", mas na vida espiritual não há lugar para a indecisão. Postergar, adiar, esperar, já é colocar-se no terreno contrário.
Ao longo da Bíblia encontramos muitos exemplos onde a participação humana é indispensável. Jesus ressuscitou Lázaro, mas Ele disse aos seres humanos em João 11:39: "...Tirai a pedra..."
Se os homens não retirassem a pedra, Jesus não ressuscitaria o cadáver. Em outra ocasião, Jesus transformou a água em vinho. Ele disse aos homens: "...Enchei dágua as talhas..." (João 2:7) Se os homens não enchessem as vasilhas, Jesus não transformaria a água em vinho.
O que Ele está querendo dizer hoje é: "Filho, não importa quem é você: nem como você vive; se você abrir o coração e me deixar entrar, Eu posso revolucionar a sua vida." O Senhor Jesus não pode fazer nada contra a vontade do ser humano.
Este é o primeiro pensamento que tiramos do texto. Só existem dois grupos. Os salvos: aqueles que abrem o coração a Jesus e se comprometem com Ele; e os perdidos: aqueles que postergam ou rejeitam a Cristo.
O segundo pensamento que tiramos do texto é: a salvação é pela graça. O que é a graça na vida cristã? Graça é uma coisa que você precisa, não tem direito a ela, mas Jesus lhe oferece gratuitamente. Graça é algo que você anseia, que você quer, não tem direito a ela mas Jesus lhe entrega gratuitamente.
Responda-me: Se Cristo voltasse neste momento, você estaria salvo? Estaria pronto para encontrar-se com Ele? Por favor, não olhe a sua conduta para me responder. Aí está o problema do ser humano.
Eu recebo cartas desesperadas; pessoas me procuram com lágrimas nos olhos, angustiadas e me dizem: "Pastor, estou perdido." Eu olho para elas e pergunto: "Por que você sente que está perdido?" Elas dizem: "Minha vida é uma droga. Está tudo errado. Minha conduta não presta, estou amarrado a vícios; não consigo tirar pensamentos imundos da minha mente. Quero arrancar sentimentos impuros que habitam meu coração mas, não consigo, estou longe de Deus, não tenho força e não há nada de bom em mim".
Ah, querido! A salvação não é algo que você mereça. Aliás, nós não merecemos nada. Não há nada que possamos fazer que nos dê direito a sermos salvos. Nós não temos direito. Romanos 6:23 diz que: "...porque o salário do pecado é a morte..." Em Salmo 51:5 Davi diz: "...em pecado me concebeu minha mãe." Chegamos a este mundo com natureza pecaminosa. Essa natureza nos leva a fazer coisas erradas. Não queremos, mas nascemos egoístas, orgulhosos. O orgulho habita em nosso coração. Nossos melhores atos são motivados pelo egoísmo. Não merecemos ser salvos, mas precisamos ser salvos, desejamos ser salvos, queremos ser salvos, clamamos pela salvação.
Graça é querer desesperadamente uma coisa, não ter direito à ela, mas recebê-la gratuitamente da parte de Deus. É assim que funciona a salvação. É pela graça e não por um direito que você tem. Quando pensar em salvação, não olhe para sua conduta, olhe para a cruz do Calvário. Alguém derramou Seu sangue, pagou o preço do seu pecado para você não viver atormentado, desesperado, angustiado. Para você não passar noites e noites de insônia, virando-se na cama de um lado para o outro.
O terceiro pensamento é: a salvação é pela fé. A fé é o instrumento através do qual nos apoderamos da graça de Jesus. A graça é como a água pura e cristalina que cai de uma cachoeira. E a fé é como o copo que você usa para tirar essa água e beber. Deus providenciou a salvação para todos nós. É mediante a fé que nos apoderamos da salvação em Cristo. E o que é fé? A fé envolve duas coisas. Em primeiro lugar: crer e segundo lugar, confiar. Você tem que crer e confiar.
Nós vivemos num mundo tão racionalista e calculista que queremos analisar tudo sob a lente de um microscópio, antes de acreditar. Conheci um jovem que dizia: "Você já tomou uma cerveja com Jesus? Não. Você já apertou a mão de Jesus? Não. Você já jogou bola com Jesus? Não. E então, por que você acredita em Jesus?"
Ah, meu amigo! Perceba como somos contraditórios. Quando se trata de coisas comuns da vida, exercitamos fé; porém, quando se trata de Jesus, queremos um laboratório para analisar Suas promessas.
Quantas vezes andamos de avião? Não conhecemos o piloto, não sabemos quem ele é; nunca o vimos. Não sabemos se ele é um homem bom ou mau, mas acreditamos que ele nos levará aonde pretendemos ir. Até dormimos no avião. Exercitamos fé, mas quando Jesus pede para que creiamos nEle, aí queremos provas, queremos racionalizar.
Quantas vezes corremos à drogaria e compramos um comprimido para dor de cabeça. Nunca vimos o dono da farmácia e nem conhecemos o químico farmacêutico que dirigiu o trabalho da elaboração daquele comprimido. Não sabemos se dentro dele há um pouco de cianureto, mas mesmo assim pegamos o comprimido e o engolimos. Por quê? Exercitamos fé, acreditamos, confiamos, mas quando se trata de salvação, aí queremos comprovação de tudo. Se eu digo a você que um comprimido alivia a dor de cabeça, você acredita e o toma, mas se sua vida está em pedaços, sem direção e eu lhe digo que a única saída é Jesus, estaria você pronto a aceitá-Lo? Ou quer analisar melhor? Você acha que a salvação é simples demais, e acha que deveria ser mais complicada?
Talvez seja por isso que Jesus disse que se não nos tornarmos como crianças não entraremos no reino dos céus. As crianças sempre acreditam de modo natural. A fé é mais do que crer. Significa também confiar. Tem gente que diz: "Pastor, eu creio em Jesus. Creio que Ele morreu na cruz para me salvar, creio que Ele nasceu da virgem Maria, creio que andou neste mundo e transformou vidas". Porém, amigos, essas pessoas não confiam, não dão o passo definitivo que é abrir o coração a Jesus. O apóstolo Tiago diz em Tiago 2:19: "...Até os demônios crêem, e tremem."
Aí está a diferença. O diabo crê, mas não confia. Somente crer não salva ninguém.Tem muita gente que se perderá crendo. Há algo mais no texto de Efésios 2:8: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus".
Nós, por natureza, só gostamos de coisas erradas da vida. Vou dizer uma verdade que pode assustá-lo. Se você pensa que está assistindo este programa porque a vontade de assistí-lo nasceu de você, está equivocado. É verdade que você quer, mas esse seu querer já é uma resposta à atração de Cristo, porque a salvação não é iniciativa humana, é divina.
A iniciativa humana é a fuga. É assim desde o jardim do Éden. Quando Deus chegou ao jardim, Adão e Eva se esconderam, fugiram, não quiseram saber mais nada com o Pai. Então, veio a pergunta divina: "Adão, onde estás"? E desde aquele dia Deus tem estado à procura do ser humano. O homem vê a magnitude de seu pecado, foge e deseja a morte. Enlouquece diante de sua conduta errada. O homem, por iniciativa própria, nunca buscaria a salvação, pois a salvação é iniciativa divina.
Você é a coisa mais linda que Ele tem. Ele não quer que você se perca, Ele o ama, quer resgatá-lo, quer transformá-lo, quer tirá-lo da confusão em que vive e fazer maravilhas em sua vida. Ele tem o poder necessário para reestruturar suas emoções, para curar seu mundo interior, mas é você quem decide. A iniciativa da salvação é divina. Você só precisa responder positivamente ao chamado do Espírito Santo.
Muitas vezes, nós cristãos, erramos quando dizemos: "Se você se arrepender, Jesus o aceitará". Isso não é completamente verdade. Jesus aceita você mesmo sem estar arrependido. Você tem que ir a Ele no estado em que estiver, porque o arrependimento é um trabalho que Jesus faz em seu coração. O arrependimento é a resposta que você dá ao trabalho que o Espírito Santo faz em sua vida, mas você tem que responder positivamente.
Se alguém lhe desse um cheque, ele não valeria nada se você não fosse a um banco e o descontasse. Um presente só tem valor quando você o recebe.
Você está aí sentado, ruminando seu fracasso, imóvel, pensando que não há mais esperança para você, então sim , tudo está perdido. Não porque sua salvação não esteja providenciada, não porque o preço de seu pecado não tenha sido pago, não porque o presente não tenha sido dado, mas porque você não quer aceitar tudo o que Jesus fez por você.
O último pensamento que tiramos do texto é o seguinte: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras..." Efésios 2:10
Por que é que Jesus nos salva? Ele nos salva para vivermos uma vida de obediência, embora a obediência não salve ninguém, Ele nos salva pela graça mediante a fé para uma vida de obediência. É isso que o texto afirma. Ele nos salva para andarmos em Seus caminhos, para aceitarmos Seu caráter refletido nos Dez Mandamentos de Deus. Não que guardar mandamentos salve alguém. Se alguém pensa que guardar mandamentos irá contribuir para a sua salvação, está completamente enganado. Ninguém pense que guardando mandamentos ganhará sequer um pontinho para a sua salvação. Mas querido, se você pensa que Cristo o salva e você pode deixar de lado os mandamentos de Deus, também está enganado. Efésios 2:10 declara que: "...somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras..." Efésios 2:10
Jesus nunca salva para continuar vivendo no pecado. Ele nos salva para as boas obras. As boas obras não salvam ninguém, mas elas são o fruto de uma vida transformada por Cristo. Uma vez salvo, você se deleitará em andar nos caminhos de Deus, e fazer a Sua vontade.
Por favor, não me diga que você teve uma grande experiência com Cristo, se você continua mergulhado no mundo do pecado. Não me diga que você foi salvo em Cristo, se você está transgredindo os princípios da eterna lei de Deus. A salvação é para uma vida de vitória. Somos feitura Sua, somos criação Sua para boas obras.
Certa vez, ouvi a história de um bêbado que tinha um filhinho de 12 anos. Sua esposa era uma mulher muito cristã e ensinou o menino a andar nos caminhos do Senhor, mas quando o garoto completou 12 anos, a mãe morreu com um câncer terrível e o filho ficou aos cuidados do pai bêbado. Um dia, um carro atropelou o garoto. O pai foi ao hospital, ajoelhou-se diante da cama do garoto que estava entre a vida e a morte, segurou as mãos do garoto entre as suas e com lágrimas nos olhos disse: -"Filho, por favor, você tem que viver, você é a única coisa que eu tenho nesta vida; não me deixe. Eu prometo a você que, se você viver, paro de beber, mudo de vida e vou para a igreja, mas por favor, não me deixe". A história conta que o filho, olhando com amor para o pai, disse: -"Eu acho que vou morrer. Eu acho que vou te deixar". E o pai suplicou: -"Filho, por favor, você não pode me deixar, não está ouvindo o que te prometi? Não vou mais beber, vou mudar de vida, vou à igreja, vou me batizar. Você vai ter um pai de verdade, mas filho, por favor, faça força, não morra". E o filho respondeu: -"Pai, vou morrer, mas não importa. Quero que saiba que eu o amo, assim bêbado como é, mesmo sem querer ir à igreja, eu o amo".
Ah, querido! É isso mesmo que Jesus diz a você e a mim neste momento: -"Filho, eu o amo não porque tenha alguma coisa boa, não porque seja um pregador, não porque tenha levado muitas pessoas ao conhecimento de Jesus, mas Eu o amo porque você é meu filho. Eu o amo, independente de sua conduta, independente do que você faz ou não faz. Eu simplesmente o amo".
É você alguém que está longe de Jesus e de Sua Igreja? Mesmo assim Jesus olha para você e diz: -"Filho, Eu o amo, e quero que saiba o seguinte: se você desligar a televisão agora, e continuar andando em seus caminhos errados, mesmo assim te amarei. Mas se um dia você se perder, não será porque deixei de amá-lo, mas sim porque você escolheu esse caminho. E o Meu coração doerá muito por isso". Você gostaria agora de abrir o seu coração a Jesus? Você pode fazê-lo aí, onde estiver. Se o fizer, você sentirá a paz da reconciliação.
Pr.Alejandro Bullón
terça-feira, 24 de maio de 2011
LEVANTA-TE
"O texto para a mensagem de hoje está em São Marcos 5:21-43. Vamos começar lendo a primeira parte desta história. "Tendo voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar. Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés e insistentemente lhe suplicou: ...impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá. Jesus foi com ele." Marcos 5:21 a 24
Nos versículos restantes, narra-se a história completa da ressurreição da filha de Jairo e também registra-se o milagre da cura maravilhosa que Jesus operou na mulher que tocou suas vestes com fé.
O texto de hoje fala da morte. A morte, meu querido, é uma realidade inquestionável no mundo em que vivemos. Está presente todos os dias, em todos os lugares. Mas, apesar disso, ninguém a aceita. A vida pode ser a pior das vidas mas, quando chega o momento inevitável da morte, todos se agarram à vida. Sabe por quê? O ser humano não foi criado para morrer. A morte é uma intrusa na experiência humana.
No texto de hoje achamos uma mulher que está morrendo por causa de uma hemorragia incurável. Perde sangue e com o sangue, perde vida. Achamos também um pai desesperado porque sua filhinha está morrendo. Ele é um dos principais da sinagoga, e, naturalmente, conhece bem a Bíblia e deve ter tentado tirar conforto das promessas que ela contém. Mas há momentos na vida em que você não vê luz por nenhum lado e o sofrimento às vezes é tão grande que até a Bíblia parece não dizer nada. Bom, esta é a situação daquele Pai. Ele sente que está morrendo por dentro, embora as pessoas nem percebam a dor interior deste líder espiritual.
Neste momento, deve haver, com certeza, pessoas enfrentando a morte. Não falo apenas da morte física, refiro-me também a morte moral, emocional, social e espiritual. "Todo dia sinto que estou morrendo", me escreveu uma senhora depois do seu segundo divórcio. Você entende o que ela estava tentando dizer? "Meu filho está escravizado no mundo das drogas e é como se a vida tivesse acabado para mim." - me disse um dia um pai aflito. - Você é capaz de compreender o que aquele homem angustiado estava querendo dizer?
Sabe! Vivemos num mundo maldito pelo pecado e mais cedo ou mais tarde, você terá que encarar a morte. Não somente no leito de um hospital, mas talvez na porta da fábrica onde seu nome aparece na lista dos demitidos, ou nas palavras do esposo dizendo que o amor acabou, ou na traição do melhor amigo ou na porta da universidade onde seu nome não aparece na lista dos aprovados no vestibular.
Minha pergunta é: como deveria você reagir diante da morte? Resignar-se? Essa é uma possibilidade. Aceitá-la naturalmente? Repetir pra você mesmo que enquanto você estiver neste mundo a perda será inevitável e que, finalmente, tudo acaba no cemitério? Acostumar-se?
Por que, apesar de você conhecer a Jesus e, ter a esperança da ressurreição, parece desesperar-se diante da morte de um ser querido?
Bom, olhe para a história bíblica de hoje e pense um pouco. Com quem você se identifica melhor? Com a mulher que vai perdendo a vida lentamente ou com o pai que vê a filha querida morrendo e não sabe mais o que fazer para salvá-la? Talvez você se identifique melhor com a filha que vê todos os seus sonhos de juventude se estraçalhando pela proximidade da morte. Quem sabe, com os discípulos que estão ali sem entender nada, ou com a multidão? Quem é você nessa história?
Graças a Deus que no cenário daquela história de confusão, tristeza e dor, existe outro personagem que é Jesus. Ele sempre aparece nos piores momentos do ser humano, pronto para auxiliá-lo.
Olhe neste momento para Ele. Ouça a Sua voz dizendo: "Levanta-te!" Suponho que neste momento Ele pode entrar aí em sua casa e dizer: "Levanta-te!" Sua voz é enérgica. É uma ordem cheia de vida: "Levanta-te!"
Se você é um leitor da Bíblia, já deve ter ouvido a voz suave de Jesus dizendo a Maria Madalena: "Eu não te condeno." Mas, no cenário da história de hoje, Sua voz é forte e poderosa, provocando "temor e tremor" entre os que estão ali presentes. É que a morte acha que reina poderosa entre os homens, mas Jesus a desafia. Sua voz é cheia de autoridade, é quase um grito para, inclusive, despertar você e eu das possíveis sombras do sonífero da morte.
Naquele dia, havia muita morte envolvendo as pessoas. Havia tanta morte como hoje. Seu casamento está morrendo? E sua empresa, está morrendo? Seu filho, está morrendo? E você mesmo, será que está caindo aos pedaços por dentro?
Jesus é o Deus da vida. No relato bíblico de hoje você não tem que esperar que chegue a primavera para que a vida triunfe e a morte seja derrotada. "Levanta-te!" - diz Jesus - e aí, onde você estiver, experimentará a vitória sobre a dor, a morte e o desespero.
Ao longo de minha vida tenho achado pessoas com a vida destruída. Pessoas que já tentaram todos os caminhos e nada deu resultado. Cada dia que passa, sentem que se afundam na areia movediça da vida. De repente estende-se para eles o braço poderoso de Jesus tentando ajudá-los, mas não o aceitam. Estão cheios de preconceitos e temores e não conseguem libertar-se deles para segurar a mão auxiliadora do Mestre.
Esse foi o caso do próprio Jairo. Ele era chefe da sinagoga, um homem inteligente, culto e bem preparado. Como poderia ele juntar-se com gente simples que seguia a Jesus naqueles tempos?
Quem formava aquela multidão que seguia a Jesus? Prostitutas, ladrões, leprosos, quer dizer, os desprezados da sociedade, os rejeitados, homens e mulheres sem esperança. Como Ele, o rico e poderoso Jairo poderia descer de seu pedestal para juntar-se àquele povo? Mas a vida é ingrata. E dentro de sua ingratidão e aparente incoerência, ela é também uma grande mestra. Ensina-nos com lições que, de outro modo nunca aprenderíamos. Foi assim com Jairo. Sua filhinha estava doente e a ciência médica daqueles tempos não tinha o remédio para o mal que levava para a morte aquela jovenzinha preciosa.
Aonde ir então? Cada braçada que Jairo dava para sair daquela areia movediça o afundava mais no seu mundo de temores, dúvidas e preconceitos. Alias, sempre houve pessoas que olhavam para Jesus com preconceito. "Pode algo bom sair de Nazaré?" "Não é este o filho do carpinteiro?" "Se és o filho de Deus, salva-te e salva-nos" Você vê? Mentes arrasadas pelo preconceito, precisam desesperadamente de Jesus, mas tem medo de buscá-Lo publicamente.
Jairo está agora diante da morte da querida filha. E aí, sem saber o que fazer, nem onde mais ir, lembrou-se de Jesus e correu pedindo ajuda.
Esse Jesus que ajudou Jairo está hoje perto de você, embora não consiga vê-Lo, está aí, com os braços abertos, pronto a recebê-lo, esta aí ao seu lado com sua oferta de salvação gratuita. Você não precisa pagar nada. Tudo que precisa fazer é abrir o coração.
Existe no coração humano o sentimento inconsciente de que tem que fazer algo ou pagar alguma coisa para conseguir algum benefício. Se alguém nos oferece algo de graça, imediatamente pensamos que aquilo não deve valer muita coisa ou se valer, então, alguém está tentando nos enganar.
Vivemos num mundo onde se paga por tudo. Você "tem que fazer por merecer", dizemos. Mas, o relato bíblico, de hoje nos mostra uma verdade espiritual que precisamos entender para sermos cristãos felizes. Nesta história ninguém faz nada, exceto chorar diante da morte. Ninguém paga nenhum preço. Esta não é a história acerca do que nós, seres humanos, fazemos, mas acerca do que Jesus é capaz de fazer.
Comentando esta cena, Robert Farrar diz: "Jesus vem para levantar o morto. A única condição para receber vida é estar morto. Você não precisa ser inteligente, nem bom, nem sábio, nem maravilhoso. Tudo que você precisa é estar morto."
Eu não estou falando aqui de como vive o cristão, e sim, de como o pecador se torna um cristão. Tudo que você precisa fazer é cair ajoelhado e suplicar pela graça redentora de Cristo.
Talvez, aí onde você está, o peso da culpa do passado o faça sentir-se indigno. Quem sabe, sua consciência perturbada pelos erros vividos, grite em desespero dizendo que para você já não existe perdão. Talvez as sombras da morte estejam fazendo um círculo aterrador em torno de você. Mas, ouça o grito de Jesus: "Levanta-te!" Faça como a mulher com o fluxo de sangue: Acredite. Não importa se as outras pessoas caçoam de sua fé. Não importa se as multidões impedem sua aproximação de Jesus. Transponha os obstáculos, caminhe através da multidão e chegue perto de Cristo. Toque com fé as Suas vestes e depois sinta o milagre maravilhoso que Ele é capaz de fazer.
Um dos grandes problemas que às vezes temos, é que se apodera de nós o pensamento de que milagres acontecem com os outros, nunca conosco. Mas permita-me perguntar-lhe: Quando foi a última vez que você passou a noite inteira lutando com Jesus? Lembra-se de Jacó? Era já madrugada e o sol começava a despontar, quando o anjo pediu: "Deixe-me ir, pois já amanhece o dia", e Jacó agarrou o anjo e clamou: "Não te deixarei, senão me abençoares."
Quando foi a última vez que você ajoelhou-se e disse a Deus: "Senhor, não me levantarei, se não me der aquele emprego ou, se não trouxer meu esposo de volta"? Então, como você pode afirmar que os milagres só acontecem com as outras pessoas? Por favor, não se acomode em meio do sofrimento, aprenda a depender do Pai com fé, aprenda a aproximar-se de Jesus e tocar Suas vestes.
Você nasceu para a vida. Não permita que a morte tenha domínio sobre você. Clame em seu coração, chore se quiser e logo depois, abra seu coração a Jesus enquanto os Arautos do Rei cantam o que disse o apóstolo Paulo: "Eu não sou mais eu, Cristo vive em mim".
PR. ALEJANDRO BULLÓN
quinta-feira, 19 de maio de 2011
LUZ NAS TREVAS
"É possível cantar quando tudo está escuro e a dor bate no coração? É possível louvar o nome de Deus na cela de uma prisão, arrasado pela vida e pelas circunstâncias? Por que diante de tristezas, uns cantam e outros procuram o suicídio?
A nossa mensagem tem como base o livro de Atos. "Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todos. O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus". (Atos 16:25 a 34)
Era meia-noite e só havia trevas lá fora. Na prisão, os discípulos Paulo e Silas sangravam pelas feridas abertas em suas costas. Estavam amarrados à algemas, sentindo dores horríveis. Tudo estava escuro e o futuro não era nada promissor; mas mesmo assim, eles cantavam. Sabe por quê? Porque Jesus estava no coração deles.
Quando Jesus habita no coração de uma pessoa, ela se torna consciente de que tudo aquilo que acontece é para o bem daqueles que amam o Senhor.
Revisemos um pouco a história de Paulo e Silas.
Esses dois discípulos chegaram a Filipos com uma mensagem nova. As pessoas tremeram. Tudo o que é novo causa tremor e quando as pessoas tremem, geralmente rejeitam ou atacam a novidade. Foi justamente isso que aconteceu com os habitantes de Filipos. Aqueles homens prenderam Paulo e Silas. Levaram-nos diante dos magistrados e lhes disseram:
- Estes homens estão nos perturbando, nos ensinando a fazer coisas que não podemos.
Sabe de uma coisa? O evangelho sempre ensina coisas que vão contra o ritmo comum de sua vida. Jesus sempre vem para transformar seus hábitos. Infelizmente, aquelas pessoas não estavam dispostas a serem transformadas e foi por isso que atacaram a mensagem.
O texto bíblico diz que os magistrados da cidade mandaram os discípulos ser açoitados e o sangue de Paulo e Silas começou a pingar, assim como também pingara o de Jesus. Se você quer caminhar com Jesus, prepare-se porque muitas vezes suas costas sangrarão. Seguir a Jesus é muitas vezes andar na contramão da vida. Todo mundo caminha para lá, enquanto você caminha em outra direção. É muito fácil querer adaptar o evangelho ao nosso modo de viver. Mas ser cristão significa adaptar o nosso modo de viver ao evangelho e isso exige um preço. Você está disposto a pagá-lo?
Paulo e Silas sofreram por causa do evangelho, mas mesmo em meio à escuridão, sangue, lágrimas e dor, eles oraram e cantaram hinos ao Senhor. Que exemplo maravilhoso!
Deus ouviu e presenciou o clamor, a oração de Paulo e Silas naquela meia-noite atormentada e em Seu maravilhoso amor permitiu que um terremoto sacudisse os alicerces daquela prisão.
Você talvez esteja passando pela meia-noite de sua vida, e está, simbolicamente, com as costas sangrando. Já não sabe mais para onde ir; está passando pelo vale de sombra e de morte. Quem sabe tem derramado lágrimas; tem um parente no hospital; tem um ser amado condenado à morte; está há muito tempo desempregado, está numa situação financeira ruim. As provações estão sendo difíceis demais? Você está vivendo a meia-noite de sua vida? Louve o nome do Senhor e cante com alegria. Clame a Deus na sua angústia; Ele o ouvirá assim como ouviu a oração de Paulo e Silas.
Um terremoto aconteceu; os alicerces da prisão foram removidos e os grilhões que atavam os pés dos discípulos foram quebrantados. Quando o carcereiro acordou, ficou desesperado. Tinham lhe ameaçado de morte se ele deixasse escapar os prisioneiros. Agora, tinha chegado a meia-noite na vida do carcereiro. O que foi que ele fez? Tentou o suicídio.
Amigos, percebam as diferentes atitudes diante da dor. Enquanto Paulo e Silas cantam, o carcereiro tenta o suicídio. Qual é a diferença? A diferença é que os discípulos têm a Jesus e o carcereiro não.
Mas naquele momento, na beira do suicídio e da loucura, o amor de Deus o alcançou através de dois seres humanos maravilhosos que eram Seus seguidores. Deus não tem outro instrumento para alcançar corações desesperados, a não ser você que conhece a Jesus. Deus não tem outro meio de levar o maravilhoso evangelho de salvação a todo o mundo, a não ser por você.
Deus usou o testemunho de Paulo e Silas para alcançar essa pobre alma à beira da loucura, do desespero e do suicídio. Paulo disse:
- "Não, por favor, não se mate. Nem tudo está perdido".
Antes da apresentação da Palavra de Deus num estádio, alguém me escreveu o seguinte:
- Pastor, estou arruinando a vida da minha família. Eu não sei como largar o vício que me amarra, não tenho forças para sair. E esta noite vim a esse estádio na esperança de que Deus faça alguma coisa por mim.
Almas à beira do desespero. Você compreende, amigo?
Escute bem o que vou lhe dizer: Quando você pensa que tudo está perdido, que nada dá certo e que a única saída é a morte, por favor, dê uma chance ao Senhor Jesus. Para Ele não existe caso perdido. Você pode ter fracassado um milhão de vezes, mas se você for para os braços dEle com fé, com certeza sentirá o poder transformador de Cristo.
Vamos analisar dois aspectos do texto. Primeiro: a pergunta do carcereiro; segundo, a resposta dos apóstolos. A pergunta: "Senhores, que farei para ser salvo"? é a maior pergunta que um homem pode fazer. O carcereiro não estava fazendo perguntas como: "O que farei para arrumar um novo emprego", "Como farei para viajar para a Alemanha e fazer um curso de pós-graduação", "O que farei para sair do leito de dor em que me encontro"? ou, "O que farei para fazer crescer ainda mais a minha empresa"?
Se você puder trabalhar honestamente e fazer dinheiro; se puder estudar bastante e conseguir um doutorado; se puder fazer todas essas coisas e muito mais neste mundo, será muito bom, entretanto, não são as mais importantes.
O carcereiro fez a pergunta mais importante que um homem pode fazer:
- "Senhores, o que farei para ser salvo"?
Esta pergunta revela que ele era consciente de que estava perdido, que tinha consciência de sua situação. Deus não pode fazer nada por aquele que pensa que com ele está tudo bem. O primeiro passo para a salvação é reconhecer que está perdido.
Como é que este homem percebeu seu estado de perdição? Não sei. Talvez pela atitude humilde dos discípulos, enquanto eram flagelados, dilacerados e castigados. Talvez, pelo louvor dos discípulos em meio ao sangue, à dor e às lágrimas, ou então pelo medo do terremoto, das consequências ou da morte. O Espírito Santo usa métodos diferentes para alcançar o ser humano. Alguns chegam ao conhecimento da Palavra de Deus de maneira simples; outros de maneira dramática. Alguns nascem e crescem na igreja e nunca têm uma experiência de conversão dramática; outros mergulham no fundo da marginalidade, da miséria do pecado e lá no fundo da lama sentem o desejo de buscar a Jesus.
Aquele pobre carcereiro estava perdido. Eu não sei se você esteve ou está perdido. Se neste momento, eu pudesse vendar seus olhos e levá-lo ao centro de Madureira, talvez você olharia para todo lado e se veria desnorteado. Porém, isso não é estar perdido, pois você pode perguntar, pedir orientação, pode olhar o número dos ônibus, o nome das ruas. Mas, se eu o deixasse no centro da Amazônia, no meio da mata, aí sim, você estaria perdido.
Fui missionário entre os índios da Amazônia Peruana. Durante 3 anos convivi com os índios da tribo Campa. Muitas vezes, andei perdido no meio da mata e sei o que é chegar à noite e não ter a quem perguntar nem onde ir. Sei o que é andar em círculos dentro da mata, e tremer quando a escuridão chega, e isso é perdição física.
A perdição espiritual é muito pior. O homem se sente amputado do grupo, se sente solitário e desesperado. Não consegue dormir. Ele pode ter dinheiro, família, poder, fama, status, mas quando chega à noite e se deita, tem vontade de chorar, pois sente que falta algo em sua vida.
Estou falando de algo espiritual que ninguém conhece, mas que você com certeza já o experimentou. Estou falando de algo que você não se atreve a contar para ninguém, mas sente; falo desse sentimento oco aqui do coração, dessa angústia, desse medo da morte e do futuro.
A pergunta do carcereiro também revela que ele queria ser salvo. Revela que ele não somente era consciente de sua situação mas que queria sair dela.
Deus providenciou tudo para salvar você. Providenciou o poder necessário para arrancá-lo da miséria e da escravidão em que você talvez viva. Providenciou paz para seu coração, harmonia para seu lar e perdão para o seu passado. Mas é você quem tem que aceitar tudo isso. Deus não pode obrigá-lo a ser salvo.
Não é seu pai que deve trazê-lo à força; não é seu marido que deve empurrá-la e nem as lágrimas da esposa que devem comprometê-lo. Mas em algum momento da vida você terá que cair de joelhos e dizer: "Senhor, não tenho forças para vencer, mas a quero; não tenho capacidade de viver os altos ideais de Tua palavra, mas a quero. Pai, estou aqui".
A pergunta do carcereiro revela ainda que mesmo estando ele consciente de sua situação e anelando a salvação, ele não sabia como salvar-se. Por isso perguntava: O que farei para ser salvo? Ele talvez tivesse motivos para ignorar o caminho da salvação, mas você, meu amigo, sabe o que tem que fazer. Depois de ler esta mensagem, você conhecerá o único caminho para a salvação que é: Jesus.
Você pode aceitar ou não, acreditar ou não, mas já conhece a saída que a Bíblia apresenta.
Tudo isto pode parecer muito simplista. Como é que Jesus pode resolver tudo? Talvez não resolva do modo que você queira, mas vai colocar paz em teu coração, e é a partir dessa paz, que você terá condições de reconstruir a sua vida.
Tenho conhecido ao longo de minha vida muitas pessoas que escondem sua necessidade de salvação atrás de um monte de argumentos:
- Não, eu não posso ir a Jesus porque não conheço toda a doutrina bíblica.
Você não precisa conhecer a doutrina bíblica para salvar-se. Você precisa conhecer a Jesus. O conhecimento da doutrina bíblica é uma coisa que vem depois. Você tem que abrir o coração não a uma doutrina, mas a Jesus.
Um dia, um pastor foi abordado por um jovem que dizia: "Pastor, irei para a igreja, me batizarei, se o senhor me responder uma pergunta: Com quem Caim se casou se não havia outras mulheres a não ser suas irmãs?
Esse jovem não aceitava a Jesus porque a identidade da esposa de Caim era um problema. Só que algum tempo depois, descobriu-se a verdade. Ele estava tendo um caso com a esposa do vizinho. O grande obstáculo para aceitar a Jesus não era a esposa de Caim, e sim a do vizinho. Ele se escondia atrás de uma pergunta capciosa para não aceitar Jesus.
Um jovem me perguntou em certa ocasião:
- Pastor, Deus pode fazer tudo?
- Claro que pode, respondi.
- Então me diga: Pode fazer uma pedra tão grande que nem Ele mesmo possa levantar?
- Claro que sim.
- Mas como? Se pode fazer a pedra e não pode levantá-la? Ou se não pode levantá-la, como faz a pedra?
Grande pergunta! Mas me diga: era por isso que ele não tinha paz no coração e vivia mergulhado na incredulidade?
Amigos, tem gente que me pergunta:
- Deus sabia que o homem ia pecar?
- Claro.
- Então, por que o criou?
Pergunta interessante, mas não é por causa dela que você vive atormentado, é? Não é por causa dela que você vive noites de insônia, que vive mergulhado nas drogas, nos vícios, na escravidão. Mas sim, porque você esconde o verdadeiro problema com argumentos capciosos. A Bíblia é o livro da salvação. Você pode encontrar nela erros de matemática, de história, de geografia, mas não diga que você não acredita em Deus por isso. Este é o livro da salvação. Você tem que fazer como o carcereiro: cair de joelhos e se humilhar. A Bíblia diz que se não nos tornarmos como crianças, não entraremos no Reino dos Céus.
Em algum momento de nossa vida temos que arrancar nosso orgulho intelectual, racionalista, nosso agnosticismo. Enfim, quando tudo falha; quando você está ferido; quando está na meia-noite de sua vida e não tem mais para onde ir, caia de joelhos humildemente perante Deus e Ele estenderá a mão, o levantará, o tirará do fundo do poço e fará de você uma nova criatura.
A resposta dos apóstolos diante da pergunta do carcereiro foi a seguinte: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo tu e a tua casa" e não, "Guarde todos os mandamentos e serás salvo tu e a tua casa".
Paulo não estava dizendo com isso que aquele que é salvo em Cristo pode pisar nos mandamentos. Querido, a guarda dos mandamentos não salva ninguém, mas muito cuidado! Cristo não salva o homem para continuar pecando. Ele salva você para viver à altura dos eternos princípios de Sua santa lei.
Diante da pergunta do carcereiro, Paulo também não disse: "Une-te à igreja e serás salvo tu e a tua casa". Igreja nenhuma pode salvar. Não pense que para ser salvo você tem que se tornar Adventista do Sétimo Dia ou Católico ou Metodista ou Presbiteriano. Igreja não salva. Cristo salva. Eu pergunto: "Paulo estava dizendo que não é preciso unir-se a uma igreja? Não, meu amigo. Deus tem Sua igreja nesta Terra, quer que Seu filhos façam parte dela e participem da missão que Jesus lhes confiou.
Vemos também que Paulo não disse ao carcereiro de Filipos: "Batiza-te e serás salvo, tu e a tua casa". Porém, o apóstolo não afirma que você não precisa ser batizado, e é tão verdade, que o próprio carcereiro foi batizado depois. Paulo estava falando de salvação. E batismo não é salvação. Você é salvo quando aceita Jesus como seu Salvador. Se você O aceitou, foi transformado, se apaixonou por Ele, e experimentou a paz que Ele dá, você se deleitará em ser batizado e em dar testemunho público de seu amor por Cristo.
Que grande dia aquele! Um homem desesperado, à beira da morte foi alcançado pelo testemunho de uma igreja que cantava. Será que você está se sentindo mais ou menos assim?
Lá no Céu vou perguntar pela mansão do carcereiro e me apresentar a ele: Sou Bullón, você é o carcereiro de Filipos? Seguramente me dirá que sim e então lhe pedirei, por favor, conte-me detalhes daquela noite do terremoto. Tenho certeza de que o carcereiro me contará coisas que não estão registradas na Bíblia. E de repente, quando estivermos sentados na sala dele, talvez contemplaremos pela janela aberta, Jesus andando pelas ruas de ouro e o carcereiro se levantará e com os olhos brilhando de emoção dirá: "Pastor, eu devo tudo a Ele. Foi Ele quem me encontrou na meia-noite da vida quando estava para me matar. Ele me alcançou através do testemunho de dois discípulos que cantavam".
Não gostaria você de abrir também o coração a Jesus? Ele pode alcançá-lo aí onde você está. Pode iluminar sua noite escura e dar sentido a toda à sua existência.
PR. ALEJANDRO BULLÓN
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Existe Mesmo Inferno?
Existe Mesmo Inferno?
A crença popular ensina que quando uma pessoa morre, se foi boa, vai para o Paraíso; se foi má, vai para o Inferno.
Há também uma doutrina chamada purgatório, que existe em conexão com a doutrina do inferno.
Mas o que a Bíblia ensina sobre este assunto?
Se estudarmos a Bíblia com cuidado, vamos descobrir que ao Jesus voltar a esta terra, "os mortos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo". João 5:28-29.
A Bíblia também ensina que quando Jesus voltar, Ele se assentará no Seu trono para julgar o mundo "com justiça".
Seria possível harmonizar as doutrinas da Volta de Jesus e da Ressurreição, com a doutrina do inferno?
Se quando alguém morre, vai ou paraíso, ou para o inferno ou mesmo para o purgatório, qual seria a importância ou o significado da ressurreição e mesmo de um julgamento por ocasião da Volta de Jesus?
A Bíblia afirma que quando Jesus voltar, Ele mesmo vai separar os bons dos maus, o trigo do joio, as ovelhas dos cabritos. (Mateus 25:31-33)
A Bíblia ensina enfaticamente em Apocalipse 22:12 que somente quando Jesus regressar é que cada um receberá a recompensa segundo as suas obras.
Ao tratarmos deste assunto controvertido, queremos lembrar outra vez aos nossos queridos amigos, ouvintes, que somente a Palavra de Deus pode esclarecer e dizer a verdade. O que fugir disso é conjectura humana.
Vejamos um pouco da história:
Dante Alighieri, que viveu na Idade Média, de 1.265 a 1.321, escreveu uma obra intitulada: "A Divina Comédia", dividida em 3 partes: Inferno, Purgatório e Paraíso.
Com esta obra, Dante abalou o pensamento teológico da época.
Infelizmente, o Inferno de Dante, estava baseado nos ensinos pagãos de Platão e Virgílio.
Os escritos de Dante influenciaram até mesmo o cristianismo, pois as características principais do Inferno, segundo a concepção hindu, persa, egípcia, grega e cristã, são essencialmente as mesmas.
O Inferno tem sido descrito como a morada dos espíritos malignos, o lugar da vingança divina, onde não há misericórdia e cujo sofrimento é sem fim.
Então nós perguntamos: Como harmonizar todas estas idéias com o ensino da Bíblia que diz que Deus é amor? Se você é um pai, admitiria a idéia de castigar um filho incessantemente? Com certeza que não! Será que Deus seria mais severo que um pai terrestre?
Há na Bíblia 4 expressões que são traduzidas por Inferno. São elas: Sheol do hebraico, e Geena, Hades e Tártaro do grego.
Analisemos brevemente estas 4 palavras usadas e traduzidas por Inferno, e então vejamos na Bíblia, as suas aplicações:
A palavra Sheol às vezes é traduzida por sepultura, como no Salmo 16:10. "Não deixarás a minha alma na sepultura". Sheol
Também a palavra Hades significa sepultura, ou morte. Aparece 11 vezes no Novo Testamento. "Onde está ó morte a tua vitória?. Hades I Coríntios 15:55
A palavra Geena também significa "lugar de queimar". Ocorre 12 vezes no Novo Testamento e é a forma grega de "Vale de Hinon".
O vale de Hinon, ao sul de Jerusalém, foi o local onde o povo de Israel ofereceu sacrifícios humanos, de criancinhas, ao "deus" Moloque. Deus determinou que aquele vale seria chamado de "vale da matança" Jeremias 7:32.
Mais tarde o vale de Hinon tornou-se o local da queima de lixo e de cadáveres. Por isso o fogo e a fumaça existiam ali constantemente, e o que o fogo não destruía, os vermes consumiam. Era símbolo de destruição. Geena
A última das 4 palavras traduzidas por Inferno, é Tártato. Significa prisão, ou profundo abismo, e refere-se aos anjos caídos do céu, quando Lúcifer se rebelou contra Cristo e foi expulso de lá. Apocalipse 12:9. Acha-se uma vez mais na Bíblia, em II Pedro 2:4. Tártaro
A Palavra de Deus ensina que quando os seres humanos morrem, todos vão para o Sheol ou Hades, sepultura, quer sejam bons, quer sejam maus, justos ou injustos, salvos ou perdidos. Eles dormem o sono inconsciente da morte, e aguardam a volta de Jesus para o juízo final, bem como a recompensa que cabe a cada um. O Salmo 89:48 pergunta: "Que homem há, que viva, e não veja a morte?. e Salomão confirma: "O mesmo sucede ao justo e ao perverso". Eclesiástes 9:2.
Sim amigos, bons e maus, justos e injustos, todos os que morreram estão na sepultura e aguardam o dia final.
Talvez isso possa surpreendê-lo, mas atualmente não existe em lugar nenhum, um inferno de fogo, queimando pecadores, como também não há almas libertas do corpo. Quando as pessoas morrem elas vão para a sepultura, para o sono da morte; ninguém vai ao Paraíso, ao Purgatório ou ao Inferno.
Exatamente agora, não existe nenhum Inferno, mas haverá sim, um Inferno, no futuro e será aqui mesmo na terra. Isso é o que a Bíblia ensina. Foi Satanás quem inventou o chamado Inferno de Fogo, para desvirtuar o caráter e a imagem de Deus. A fim de que as pessoas pensem que Deus é vingativo, cruel, queimando os ímpios por toda a eternidade. Seria isto amor? Seria isto justo?
Desde o princípio tem sido parte da obra do enganador distorcer o caráter divino, levando criaturas a terem ódio do Criador.
Graças a Deus, não existe ninguém queimando num Inferno. O Senhor não tem prazer na morte do ímpio. Deus mesmo afirma: "Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus: não tenho prazer na morte do ímpio, mas que o ímpio se converta do seu mau caminho e viva". Ezequiel 33:11.
Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, os justos mortos ressuscitarão.
I Tessalonisenses 4:16. E Então receberão a recompensa.
Somente quando Jesus regressar é que os justos serão levados ao Paraíso. Lá reinarão com Cristo por mil anos e julgarão os ímpios, para comprovar a justiça de Deus. Apocalipse 20:4 e I Coríntios 6:2-3.
Após mil anos no céu, Jesus Cristo e os santos retornarão à terra. Naquela ocasião Jesus Cristo dará a recompensa aos ímpios. A Palavra de Deus afirma que quando os ímpios quiserem destruir a Cidade Santa e derrotar a Cristo e os salvos, então "descerá fogo do céu e os consumirá". Apocalipse 20:9.
Nessa mesma ocasião, o diabo, a morte e o inferno (sepultura), também serão destruídos para sempre, pois serão lançados no lago de fogo e enxofre. Apocalipse 20:10 e 14.
Este fogo eterno - o inferno de Deus - destruirá tudo, e eliminará todo o mal: desde Satanás, o causador do pecado, até o último dos pecadores. Diz a Bíblia que quando esta terra for incendiada pelos fogos do inferno, no dia final, "todos os soberbos e todos os que cometem perversidade, serão como a palha... não sobrará nem raiz e nem ramos". Malaquias 4:1-3
A atitude de Deus ao destruir os ímpios é chamada na Bíblia de "o ato estranho de Deus". Isaías 28:21. Pois a destruição é contrária ao caráter de Deus, pois "Deus é amor". I João 4:8
Um dia Deus destruirá os ímpios num inferno de fogo, aqui nesta terra. Mas, somente depois de julgá-los pois Deus é amor e justiça..
O ensino bíblico de que o inferno de fogo será somente depois do juízo final, é coerente com o caráter justo de Deus, e se harmoniza perfeitamente com as promessas da segunda vinda de Cristo e da ressurreição dos mortos.
Amados ouvintes: a idéia de um fogo de tormento eterno tem levado milhões a servirem a Deus por medo. Deus, no entanto, deseja serviço simples, franco e sincero. Em amor Ele nos salvou. Em amor Ele cuida de nós.
Se O amarmos e O servirmos de coração, não precisaremos temer os fogos do inferno, pois poderemos ter a certeza de alcançar a vitória final, a vida eterna.
E esta vitória é o resultado da bênção de Deus. O meu desejo é que o Senhor o abençoe também.
Pr. Stina
LIVRE PARA SER FELIZ
LIVRE PARA SER FELIZ "Ao longo de meu ministério tenho conversado com inúmeras pessoas que, tentando ser livres, machucaram-se e machucaram muita gente querida. Hoje analisaremos três condicionamentos sociais que aprisionam o ser humano em nossos dias. Refiro-me aos preconceitos e tabus, aos meios de comunicação e às novas ideologias. Toda sociedade tem preconceitos e tabus que, de algum modo, impõem irracionalmente certas formas de conduta. Será muito difícil para você viver, como membro de um grupo social,sem que estes preconceitos e tabus exerçam influência em sua conduta. O preconceito é uma decisão moral pré-concebida. Surge antes de se investigar e, certamente, muito antes de se analisar o ponto em questão. Sendo assim, sempre está carregada de conotações negativas. Geralmente os mais preconceituosos são indivíduos inseguros, aqueles que têm medo de perder sua posição e que têm "incerteza" acerca de seu "status" na sociedade. Geralmente a pessoa preconceituosa é injusta consigo mesma e com os outros. Não pode se relacionar de maneira espontânea, nem se comunicar de maneira construtiva. Seu subconsciente, carregado de inseguranças e de desconfiança, impulsiona suas ações de modo irracional. Em lugar de viver numa relação de simpatia, carinho e afeto, age com desconfiança, vacilações, reticências e até mesmo ódio. O ódio é destrutivo e consome grande quantidade de energia psíquica. O apóstolo Paulo recomendava a seu discípulo Timóteo que atuasse "...sem prevenção, nada fazendo com parcialidade." (I Timóteo 5:21) Aqui os preconceitos e a parcialidade são apresentados como se fossem a mesma coisa e ambos são destrutivos porque não nos permitem ser feliz. Falemos agora do preconceito no campo do sexo. Ao longo da história quase todas as sociedades pertencentes ao mundo cristão ocidental têm sido terrivelmente afetadas por preconceitos referentes a sexualidade humana. No vocabulário moderno esses preconceitos receberam o nome de tabus. O sexo, durante séculos, tem sido um grande tabu. E como o tema da sexualidade era um tabu, não se podia sequer falar sobre ele. Isso produziu grandes reações e hoje o homem moderno, tentando livrar-se de velhos preconceitos e antigos tabus está sendo vítima de novos preconceitos, com roupagem atualizada. Abandonamos os preconceitos de uma sociedade sexualmente beata e estamos incorporando os novos preconceitos de uma sociedade erotizada. O erotismo está aparecendo em todos as esferas e atua como um elemento determinante do comportamento sexual humano. O período da transição levou algumas décadas e hoje o grande preconceito do qual a sociedade é vítima, sem perceber, é o que diz que ninguém é realmente livre, se não der rédeas soltas ao seu erotismo. E o grande veiculador deste preconceito hoje é, infelizmente, a mídia. É impressionante a influência que os meios de comunicação de massa têm exercido ao divulgar os novos conceitos sexuais e em produzir a mentalidade sexual que hoje existe na sociedade humana. Os peritos em "marqueting" têm utilizado o sexo com fins publicitários. Hoje, quase todos os produtos são vendidos com propaganda que, de algum modo, está relacionada ao sexo. Esses comerciais são ouvidos através do rádio e vistos através dos jornais, "out doors" e assistidos pela televisão O poder da TV é tão destrutivo quanto a bomba atômica. Robim Day, jornalista da BBC de Londres, publicou um artigo na revista London Encounter, no qual declara o seguinte: "A viva impressão da imagem ótica, permanece na consciência mais tempo do que as palavras." Tal imagem ótica é transmitida constantemente pela TV, através de seus comerciais, novelas, filmes e todo tipo de programação. A televisão fala mais às emoções do que à inteligência. Concentra-se nas ações, mais do que no pensamento e procura impressionar mais do que explicar. Por causa disso tudo, a televisão, segundo o jornalista citado "é talvez o meio de comunicação mais poderoso que já se tenha visto no mundo." A Mídia, sem dúvida nenhuma, é o fator preponderante na formação de mentalidade em nossos dias e lamentavelmente essa mentalidade está sexualizada, mas com um sexualismo massificado que pretende liberar a sexualidade reprimida, mas só consegue uma alienação sexual que narcotiza e perverte o homem. De toda a programação da TV, talvez as novelas são as que mais contribuem para a destruição do matrimônio, para a permissividade sexual e a desintegração da vida familiar. Elas criam uma forma irreal de vida e despertam expectativas de prazer que a realidade nunca oferece. As pessoas têm a tendência de imitar o que vêem, até o ponto de incorporar em sua própria conduta, ações que os artistas insinuam ou executam na tela. As pessoas esquecem que o autor da novela tem controle absoluto de tudo que se realiza na novela, enquanto elas, não têm esse controle da vida. As conseqüências desses mesmos atos são, portanto, completamente diferentes. Na vida real, geralmente, levam ao desastre. Falemos agora de outra das formas mais eficazes de prevenção massificada, a qual, infelizmente, é a música. Digo infelizmente, porque a música é uma das mais belas expressões de arte que poderia ser usada para enobrecer as faculdades humanas. Lamentavelmente na maioria dos casos, não está sendo assim. O veículo musical mais eficaz para transformar a mentalidade da raça humana tem sido a música rock. Seus temas principais são o sexo, as drogas, a revolução e a religião. Mas, tudo está impregnado de sexo, inclusive os temas religiosos. Isso se deve ao abandono, quase completo, de uma experiência religiosa genuína, de tal forma, que a única coisa que resta é o sexo. Um empresário e artista do rock, chamado Bob Larson, analisando a influência dessa música sobre a juventude, afirma que seus temas mais comuns são: a permissividade sexual, o apoio às drogas, a perversão sexual e a blasfêmia. Dentro desses temas destaca-se o que ele denomina música "rock gay". Como exemplo dessa situação, cita o caso de David Bowie que, na Grã-Bretanha, foi escolhido simultaneamente para ocupar o primeiro lugar como cantora feminina e o terceiro lugar como cantor masculino de música rock. Trata-se de uma pessoa totalmente homossexual e, segundo Larson, até "simula o ato homossexual no palco, com outros integrantes de seu conjunto." Também cita o caso de Alice Cooper, nome artístico feminino para um homem cujo verdadeiro nome é Vicent Furnier. O próprio Alice conta como se transformou num astro do rock. Faz alguns anos - diz ele - fui a uma sessão espírita. Um espírito prometeu, a mim e a meu desconhecido grupo de rock, fama mundial se ele pudesse possuir meu corpo. Conseqüentemente trocou seu nome por aquele que o Espírito lhe indicava. Alice Cooper diz ter relações sexuais com um morto e são famosas suas músicas entituladas "Belos Mortos" e "Eu Amo os Mortos". Imoralidade sexual e influência demoníaca parecem ser as características mais evidentes da música rock e com a influência que ela tem, unida ao poder da mídia não é estranho que a nossa sociedade tenha hoje uma mentalidade sexual massificada. Os defensores desta mentalidade chamam a isso de "liberação sexual", mas na realidade não é outra coisa senão uma nova situação de opressão e cativeiro. O homem libertou-se de uma tirania para cair noutra. Abandonou a tirania do tabu para mergulhar na tirania do prazer. Como conseqüências surgiram as mais estranhas ideologias que vão do grotesco ao sociologicamente sofisticado. A chamada filosofia psicológica foi responsável pelo surgimento de um dos movimentos mais contraditórios ocorridos no presente século. Esta filosofia surgiu da influência que as drogas aluscinógenas produziam e deu origem ao famoso movimento "hippie". Os "hippies" opunham-se ao gênero de vida que a sociedade vivia. Eles preferiam escapar da realidade através das drogas aluscinógenas como a maconha, o L.S.D. e a música psicodélica. Eles censuravam quase todos os aspectos da vida, desde a política até os princípios morais. Renegaram completamente as estruturas econômicas, embora eles mesmos, se tornaram uma pesada carga econômica para o Estado. Os elementos centrais de suas idéias eram as palavras "Paz e Amor". Hoje os tempos mudaram, mas este tipo de ideologia parece tomar conta da sociedade em que vivemos. Tudo está certo, do ponto de vista moral, desde que você não esteja invadindo a liberdade do próximo. Ninguém tem o direito de impor padrões morais para você. Seja livre, viva sua sexualidade como você achar que é bom. Homem com homem, mulher com mulher, cada fim de semana com um parceiro diferente, enfim, só tenha o cuidado de usar camisinha. Mas, pergunto, o homem é feliz dessa maneira? Não. O homem tem se tornado cada vez mais ansioso, mais angustiado, mais necessitado de atenção psiquiátrica, mais desorientado diante das alternativas da vida, mais incapacitado para tomar decisões transcendentes e mais inutilizado como pessoa humana. Sofre. Angustia-se. Desespera-se. Submerge-se cada dia em uma solidão cada vez mais deprimente, desconhece seus próprios valores como pessoa e vive cada vez mais escravizado do prazer. Há solução para o seu problema? Pergunto: estou falando neste momento para alguém que não sabe para onde ir, nem o que fazer? Você já experimentou muitos caminhos, já defendeu muitas ideologias, mas parece que nada o satisfaz? O vazio continua aí, doendo e tirando sua paz? Então veja esta declaração de Jesus, em João 8, versículo 32: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João 8:32 Você quer ser livre? Livre para ser feliz? Livre para amar, livre de todos os preconceitos que carregou na vida? Quer abrir o coração a Jesus, pois só Ele pode fazer isso por você? Faça-o agora. PR. ALEJANDRO BULLÓN |
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Seguidores
Marcador
AMIGOS DEFENDEM SEUS AMIGOS
Casamento
Culto da pascoa
David Wilkerson
Ensaio para Domingo de Pascoa
Existe Mesmo Inferno?
FALANDO SOBRE SEXO
FÉ: A DIFERENÇA
História para o Dia-A-Dia
História para o Dia-A-Dia 2
História para o Dia-A-Dia 3
História para o Dia-A-Dia 4
História para o Dia-A-Dia 5
LEVANTA-TE
LIVRE PARA SER FELIZ
LUZ NAS TREVAS
O DILEMA DO ABORTO
O Poder da Oração
O que a Bíblia diz sobre dízimos e ofertas
O que a Bíblia diz sobre o baptismo?
POR QUE É DIFÍCIL CRER?
Primeira dança do Grupo da Igreja presbiteriana do Bebedouro
Saber " OUVIR"
Sexta-Feira da Paixão
Vamos pensar um pouco




