Versículo do dia
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em mim, ainda que esteja morto vivera.
João 11:25
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sábado, 11 de junho de 2011
O DILEMA DO ABORTO
"Joana procurou-me um dia angustiada pelo complexo de culpa. "Pastor...", disse ela, "...Provoquei um aborto quando tinha dezesseis anos, mas ninguém soube. Foi uma experiência dolorosa e traumatizante em minha vida, mas era a única saída que eu via naquele momento. O fato é que tudo isso aconteceu há mais de trinta anos e até hoje carrego em meu coração a incerteza do perdão. Minhas mãos estão manchadas de sangue, pois tirei a vida de um nenenzinho que eu carregava no ventre. Sinto que não existe perdão para um pecado tão horrível como este. Responda-me por favor, existe perdão para mim?"
O drama desta mulher, cujo o nome é fictício, me levou a tratar o assunto do aborto nesta palestra.
Este tema é sem dúvida nenhuma, controvertido e delicado. O mundo todo está dividido em dois grandes grupos com relação a este assunto. Esta controvérsia intensificou-se a partir de 1973 quando a corte suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto. Os dois grandes grupos são: de um lado os que defendem a vida, e do outro, os que defendem o direito que a mulher tem de decidir se deve ou não ter a criança que gerou.
Pessoalmente acho que as implicações são muito mais profundas, porque o aborto é muito mais do que o fim de uma gravidez. Ele converteu-se, hoje, numa atitude e até quase num estilo de vida. Na realidade, é uma maneira de encarar qualquer problema que aparece pela frente. Você tem problemas no emprego? Não se preocupe muito, aborte seu emprego, demita-se. Seu casamento não anda bem? Aborte seu casamento, divorcie-se. Encontra dificuldade na vida cristã? Não insista, aborte seu relacionamento com Deus e com a igreja, abandone tudo. Você vê? O aborto na realidade, é uma tentativa de evitar a conseqüência de nossas ações. A Bíblia é clara quando afirma: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6:7,8)
A advertência aqui é clara. Não resta dúvida. A Bíblia afirma que colheremos o que semeamos. Mas o aborto tenta ignorar este fato fundamental da vida, parando as batidas de um coração humano.
Analisemos, por exemplo, o caso de Jenifer, uma garota imaginária, que amava as diversões e brincava de sexo. A ansiosa busca por prazer levou-a a uma gravidez. Os pais e ela não duvidaram um minuto em tomar a decisão que parecia ser a mais simples: o aborto. Afinal de contas, por que a família teria que sofrer todas as conseqüências que aquela gravidez acarretava?
O aborto, embora tão traumático quanto possa ser, parece à primeira vista, ser a solução mais simples e o caminho mais fácil para resolver o problema.
Infelizmente, depois de abortar seu "problema", Jenifer nunca aprendeu a lição. No verão seguinte, ficou grávida de novo. E dois anos mais tarde outra vez. Foram quatro abortos antes de completar 21 anos, acredite, se quiser.
A pergunta é: Que teria acontecido se Jenifer não tivesse escapado da realidade com aquele primeiro aborto? Nove meses de gravidez, sem dúvida nenhuma, teriam sido difíceis, mas aquela experiência poderia, talvez, ter lhe ensinado uma das mais importantes lições da vida: que é preciso encarar as conseqüências de nossas ações e não fugir delas.
Mas existem tantos defensores do aborto hoje, que dá a impressão de que os defensores da vida é que estão errados. O problema é que a escala de valores de nossa sociedade está ficando de cabeça para baixo. Suponhamos que fosse um pequeno golfinho nadando dentro da barriga de uma mãe grávida, você pode estar certo que apareceriam imediatamente os manifestantes do movimento "Salvem o golfinho" defendendo furiosamente o direito de viver do bichinho. Mas acontece que esses mesmos ativistas que fazem campanhas e passeatas para preservar a vida de todos os golfinhos do oceano, são os que defendem o direito que a mulher tem de interromper a vida de uma criança que carrega no ventre.
Parece estranho, não parece? Essa é a religião do humanismo secular. Mas o cristianismo avalia a vida como um dom de Deus. Um dom tão sagrado que Jesus deu Sua própria vida para preservar a vida do homem. Portanto, quando pensamos no aborto, a pergunta que devemos fazer é: o que fez aquela criança para merecer a morte?
Você talvez ache que uma criança que ainda não nasceu, não está viva, porque não respira sozinha. Mas a realidade é que o feto já é um consumidor de oxigênio, como qualquer ser humano vivo. É verdade que precisa da ajuda da mãe para processar a respiração, mas muitos adultos, no momento de uma cirurgia, também precisam de ajuda para respirar. Sem os aparelhos, morreriam. Seria alguém capaz de deixar morrer um adulto, durante a cirurgia, somente porque não pode respirar por si só?
A criança, mesmo depois de ter nascido, e de começar a respirar sozinha, ainda é dependente. Não pode alimentar-se só, não pode sustentar-se financeiramente, se quer pode virar-se sozinha no berço. É óbvio, então, que o fato de ser dependente não tem nada a ver com sua condição de pessoa humana.
A verdade é que uma criança, mesmo antes de nascer, já tem todas as características definidas de um ser humano no primeiro trimestre de vida fetal. Por volta dos 25 dias, praticamente antes que a mãe perceba que está grávida, essa criança já está bombeando sangue.
Hoje, a ciência chega à conclusão de que o nenê pode reconhecer a voz da mãe que está praticamente atada a essa vida que leva dentro do ventre. E quando essa mãe quebra as leis não escritas do instinto, abortando o nenê, imprime em sua própria vida marcas que a perturbarão por muitos anos.
Os que apoiam a idéia de que a mãe tem o direito de escolher se vai ter ou não a criança, vão longe negando o fato de que a realidade é que não se está tirando a vida de um ser humano. Eles preferem pensar no aborto como a interrupção da gravidez. Como seria se disséssemos que o motoqueiro do parque interrompeu a vida de nove garotas ingênuas? Foi interrupção ou foi assassinato?
A grande discusão das pessoas que defendem o aborto é sobre o momento no qual exatamente começa a vida. É obvio que a curta viagem através do canal do nascimento, não torna um feto despersonalizado, num ser humano. A posição mais natural e lógica, é que a vida começa na concepção. Deste momento em diante, até o estado adulto, há um processo de crescimento constante.
Perguntemo-nos agora como cristãos, se antes de nascer, os nenês não são seres humanos viventes, onde estava Jesus durante a gravidez de Maria? Deixou de existir durante nove meses? A Bíblia diz que a virgem Maria "tinha concebido do Espírito Santo". Vê? O Deus eterno tinha se tornado um nenê vivo e real dentro do ventre de Maria.
Em vários lugares da Bíblia se menciona os nenês que ainda não nasceram, como pessoas. Vemos isto quando Isabel, a tia de Jesus saudou Maria: "Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo". (Lucas 1:41)
De acordo com a Bíblia, o que Isabel tinha no seu ventre era um nenê. Não era uma massa de tecido fetal em desenvolvimento, mas um nenê brincalhão.
Pois bem, à luz das evidências bíblicas e biológicas, pode alguém negar a idéia de que o aborto acaba com uma vida humana? E que direito tem o ser humano para deter as batidas desses pequenos coraçãozinhos?
Para muitos ateus e agnósticos, um nenê que ainda não nasceu não passa de tecido fetal que se mexe no ventre, como símbolo do processo evolutivo. Na realidade, eles dão aos nenês que ainda não nasceram o valor moral de um tumor. "Desfaça-se dele na forma que achar conveniente". Que tristeza!
Outro dia, vi um grupo de feministas americanas com um cartaz que dizia: "Tire as mãos de meu corpo. Dêem-me o direito de decidir". Bom se aqueles nenenzinhos são seres vivos, não devíamos nós também tirar as mãos dos corpinhos deles?
Acho que depois de tudo isso, você e eu, meu amigo, devemos pensar com mais carinho quando se trata de defender a vida. Mas, e quanto aos que defendem a idéia de que a mulher tem o direito de decidir se vai ou não ter a criança? Tem a mulher direito de escolher? Com toda certeza, desde o momento em que a mulher tome essa decisão ou faça essa escolha no momento da relação sexual. Se a mãe teve participação voluntária numa relação sexual que resultou em gravidez, não exerceu sua liberdade de escolher e decidir?
Não existe algo assim como liberdade de decisão sem limites. A liberdade pessoal não pode violar os direitos de outra pessoa. Em outras palavras, você tem a liberdade de mexer o braço, mas essa liberdade termina onde começa o meu nariz. E o direito da mulher sobre seu corpo acaba onde começa o corpo do nenê. O fato de que esse nenê que ainda não nasceu, não possa defender-se, não quer dizer que não tenha direitos.
Mas e quanto a gravidez que é fruto de um estupro? Tais casos merecem consideração especial, desde o momento que a mãe nunca teve a oportunidade de exercer sua liberdade de escolha. Por que deveria ela ver-se na obrigação de afrontar as conseqüências do crime de outra pessoa? Este é o motivo pelo qual muitos que se opõem ao aborto, aceitam a possibilidade dele em casos de gravidez por estupro. Sendo que a mulher engravidou sem que fosse sua decisão, não deveria ela ter o direito de defender-se contra tal invasão? Por que deveria colher o que não plantou? Mas por outro lado, não é a vida um patrimônio divino? E logo que o estupro é um ato de violência e justo da natureza pecaminosa do ser humano. Claro que semelhante ato foi inspirado pelo diabo que se utilizou das depravações e deformações do caráter do homem. Mas se a vida já está formada, e toda a vida pertence a Deus, que direito tem o ser humano de por um ponto final a essa vida? Não se deveria levar adiante essa gravidez e se depois a mãe não tiver estrutura psicológica para conviver com essa criança, não poderia ela ser entregue em adoção para uma família que pudesse lhes oferecer todo o amor do mundo?
Mas, o aspecto polêmico deste tema não termina por aqui. O que fazer, por exemplo, quando a vida da mãe corre perigo? Estes casos são relativamente raros, mas às vezes os médicos têm que encarar o terrível dilema de decidir se deve viver a mãe ou a criança. Na maioria das vezes decide-se por salvar a vida da mãe.
Você percebe que este é um assunto muito delicado e controvertido. Pode, por exemplo, apresentar-se a declaração contundente de que a vida é tão sagrada, que nenhum ser humano tem o direito de escolher o aborto sob nenhuma circunstância. Tomar uma posição não é fácil, eu sei. Mas enquanto deliberarmos o que fazer em casos de estupro, deformações genéticas ou risco de vida da mãe, podemos sim tomar uma posição com relação à grande maioria de abortos nos quais uma mãe saudável, se desfaz de um nenê saudável que está vivo, por decisão dela própria.
Se estes tipos de aborto parassem, acabariam 95 porcento dos abortos. Tendo conseguido isso, poderíamos seguir vendo as implicações éticas do aborto em outras circunstâncias.
Não é fácil tratar um assunto deste. Como pastor, sei das angústias de uma mulher que está considerando a possibilidade de um aborto. Elas precisam de compaixão e não de condenação, não importando o que decidirem fazer. E se tomam a valente decisão de preservar a vida que está dentro delas, o sofrimento não acabou, está apenas começando. Elas precisam de ajuda para trazer esses filhos ao mundo e tentar juntar os cacos de sua própria história.
A igreja tem a solene responsabilidade de apoiar estas mulheres que sofrem.
Se neste momento está me ouvindo uma mulher que está lutando no vale da decisão, por favor, compreenda que Deus a ama apesar de seus erros. Ele tem um plano especial para a sua vida e para a vida desse nenê que está dentro de você. Levante a cabeça, acredite e Deus não a desapontará.
Talvez você se sinta culpada pelos abortos que já teve. Então, confesse seus pecados a Jesus e peça perdão. Na realidade, todos somos culpados de muitos erros e merecemos a morte. A Bíblia diz que todos nós nos desviamos como ovelhas, cada um foi por seu próprio caminho. Mas graças a Deus, Ele colocou sobre Jesus crucificado o pecado de todos nós. Sim, minha amiga, Jesus pagou o preço completo de nossa salvação. Neste momento você pode estar limpa diante de Deus, como se nunca tivesse pecado. É só abrir o coração a Deus, aí onde você está. Quer fazê-lo?
PR. ALEJANDRO BULLÓN
sexta-feira, 10 de junho de 2011
POR QUE É DIFÍCIL CRER?
"O texto bíblico escolhido está em Efésios 2:8-10: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas".Existe algo muito claro no texto acima. A salvação não é fruto de algo que o homem faz; não é resultado de boas obras e nem o diploma de formatura que Deus dá àqueles que se portam bem. A salvação é gratuita. É dom de Deus.
A primeira sugestão do texto bíblico é a de que neste mundo só existem dois grupos de pessoas: os salvos e os perdidos. Na vida espiritual, não existe o terceiro grupo que é aquele formado por pessoas que ainda estão pensando se aceitarão ou não a Cristo.
Note o que Jesus disse em S. Mateus 12:30: "Quem não é por mim, é contra mim..."
Não precisamos fazer opção para nos colocar em terreno contrário. Aquele que não der um passo em direção a Jesus, que não lhe abrir o coração e não O aceitar, de maneira natural, está colocando-se no terreno inimigo de Jesus. Na vida espiritual não existe terreno neutro. Você é ou não é de Jesus.
No mundo dos negócios, você pode ter tempo para pensar. No mundo político, você pode levar tempo para decidir a que partido vai se filiar. No mundo sentimental, você pode pensar dois meses para "decidir com quem fica", mas na vida espiritual não há lugar para a indecisão. Postergar, adiar, esperar, já é colocar-se no terreno contrário.
Ao longo da Bíblia encontramos muitos exemplos onde a participação humana é indispensável. Jesus ressuscitou Lázaro, mas Ele disse aos seres humanos em João 11:39: "...Tirai a pedra..."
Se os homens não retirassem a pedra, Jesus não ressuscitaria o cadáver. Em outra ocasião, Jesus transformou a água em vinho. Ele disse aos homens: "...Enchei dágua as talhas..." (João 2:7) Se os homens não enchessem as vasilhas, Jesus não transformaria a água em vinho.
O que Ele está querendo dizer hoje é: "Filho, não importa quem é você: nem como você vive; se você abrir o coração e me deixar entrar, Eu posso revolucionar a sua vida." O Senhor Jesus não pode fazer nada contra a vontade do ser humano.
Este é o primeiro pensamento que tiramos do texto. Só existem dois grupos. Os salvos: aqueles que abrem o coração a Jesus e se comprometem com Ele; e os perdidos: aqueles que postergam ou rejeitam a Cristo.
O segundo pensamento que tiramos do texto é: a salvação é pela graça. O que é a graça na vida cristã? Graça é uma coisa que você precisa, não tem direito a ela, mas Jesus lhe oferece gratuitamente. Graça é algo que você anseia, que você quer, não tem direito a ela mas Jesus lhe entrega gratuitamente.
Responda-me: Se Cristo voltasse neste momento, você estaria salvo? Estaria pronto para encontrar-se com Ele? Por favor, não olhe a sua conduta para me responder. Aí está o problema do ser humano.
Eu recebo cartas desesperadas; pessoas me procuram com lágrimas nos olhos, angustiadas e me dizem: "Pastor, estou perdido." Eu olho para elas e pergunto: "Por que você sente que está perdido?" Elas dizem: "Minha vida é uma droga. Está tudo errado. Minha conduta não presta, estou amarrado a vícios; não consigo tirar pensamentos imundos da minha mente. Quero arrancar sentimentos impuros que habitam meu coração mas, não consigo, estou longe de Deus, não tenho força e não há nada de bom em mim".
Ah, querido! A salvação não é algo que você mereça. Aliás, nós não merecemos nada. Não há nada que possamos fazer que nos dê direito a sermos salvos. Nós não temos direito. Romanos 6:23 diz que: "...porque o salário do pecado é a morte..." Em Salmo 51:5 Davi diz: "...em pecado me concebeu minha mãe." Chegamos a este mundo com natureza pecaminosa. Essa natureza nos leva a fazer coisas erradas. Não queremos, mas nascemos egoístas, orgulhosos. O orgulho habita em nosso coração. Nossos melhores atos são motivados pelo egoísmo. Não merecemos ser salvos, mas precisamos ser salvos, desejamos ser salvos, queremos ser salvos, clamamos pela salvação.
Graça é querer desesperadamente uma coisa, não ter direito à ela, mas recebê-la gratuitamente da parte de Deus. É assim que funciona a salvação. É pela graça e não por um direito que você tem. Quando pensar em salvação, não olhe para sua conduta, olhe para a cruz do Calvário. Alguém derramou Seu sangue, pagou o preço do seu pecado para você não viver atormentado, desesperado, angustiado. Para você não passar noites e noites de insônia, virando-se na cama de um lado para o outro.
O terceiro pensamento é: a salvação é pela fé. A fé é o instrumento através do qual nos apoderamos da graça de Jesus. A graça é como a água pura e cristalina que cai de uma cachoeira. E a fé é como o copo que você usa para tirar essa água e beber. Deus providenciou a salvação para todos nós. É mediante a fé que nos apoderamos da salvação em Cristo. E o que é fé? A fé envolve duas coisas. Em primeiro lugar: crer e segundo lugar, confiar. Você tem que crer e confiar.
Nós vivemos num mundo tão racionalista e calculista que queremos analisar tudo sob a lente de um microscópio, antes de acreditar. Conheci um jovem que dizia: "Você já tomou uma cerveja com Jesus? Não. Você já apertou a mão de Jesus? Não. Você já jogou bola com Jesus? Não. E então, por que você acredita em Jesus?"
Ah, meu amigo! Perceba como somos contraditórios. Quando se trata de coisas comuns da vida, exercitamos fé; porém, quando se trata de Jesus, queremos um laboratório para analisar Suas promessas.
Quantas vezes andamos de avião? Não conhecemos o piloto, não sabemos quem ele é; nunca o vimos. Não sabemos se ele é um homem bom ou mau, mas acreditamos que ele nos levará aonde pretendemos ir. Até dormimos no avião. Exercitamos fé, mas quando Jesus pede para que creiamos nEle, aí queremos provas, queremos racionalizar.
Quantas vezes corremos à drogaria e compramos um comprimido para dor de cabeça. Nunca vimos o dono da farmácia e nem conhecemos o químico farmacêutico que dirigiu o trabalho da elaboração daquele comprimido. Não sabemos se dentro dele há um pouco de cianureto, mas mesmo assim pegamos o comprimido e o engolimos. Por quê? Exercitamos fé, acreditamos, confiamos, mas quando se trata de salvação, aí queremos comprovação de tudo. Se eu digo a você que um comprimido alivia a dor de cabeça, você acredita e o toma, mas se sua vida está em pedaços, sem direção e eu lhe digo que a única saída é Jesus, estaria você pronto a aceitá-Lo? Ou quer analisar melhor? Você acha que a salvação é simples demais, e acha que deveria ser mais complicada?
Talvez seja por isso que Jesus disse que se não nos tornarmos como crianças não entraremos no reino dos céus. As crianças sempre acreditam de modo natural. A fé é mais do que crer. Significa também confiar. Tem gente que diz: "Pastor, eu creio em Jesus. Creio que Ele morreu na cruz para me salvar, creio que Ele nasceu da virgem Maria, creio que andou neste mundo e transformou vidas". Porém, amigos, essas pessoas não confiam, não dão o passo definitivo que é abrir o coração a Jesus. O apóstolo Tiago diz em Tiago 2:19: "...Até os demônios crêem, e tremem."
Aí está a diferença. O diabo crê, mas não confia. Somente crer não salva ninguém.Tem muita gente que se perderá crendo. Há algo mais no texto de Efésios 2:8: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus".
Nós, por natureza, só gostamos de coisas erradas da vida. Vou dizer uma verdade que pode assustá-lo. Se você pensa que está assistindo este programa porque a vontade de assistí-lo nasceu de você, está equivocado. É verdade que você quer, mas esse seu querer já é uma resposta à atração de Cristo, porque a salvação não é iniciativa humana, é divina.
A iniciativa humana é a fuga. É assim desde o jardim do Éden. Quando Deus chegou ao jardim, Adão e Eva se esconderam, fugiram, não quiseram saber mais nada com o Pai. Então, veio a pergunta divina: "Adão, onde estás"? E desde aquele dia Deus tem estado à procura do ser humano. O homem vê a magnitude de seu pecado, foge e deseja a morte. Enlouquece diante de sua conduta errada. O homem, por iniciativa própria, nunca buscaria a salvação, pois a salvação é iniciativa divina.
Você é a coisa mais linda que Ele tem. Ele não quer que você se perca, Ele o ama, quer resgatá-lo, quer transformá-lo, quer tirá-lo da confusão em que vive e fazer maravilhas em sua vida. Ele tem o poder necessário para reestruturar suas emoções, para curar seu mundo interior, mas é você quem decide. A iniciativa da salvação é divina. Você só precisa responder positivamente ao chamado do Espírito Santo.
Muitas vezes, nós cristãos, erramos quando dizemos: "Se você se arrepender, Jesus o aceitará". Isso não é completamente verdade. Jesus aceita você mesmo sem estar arrependido. Você tem que ir a Ele no estado em que estiver, porque o arrependimento é um trabalho que Jesus faz em seu coração. O arrependimento é a resposta que você dá ao trabalho que o Espírito Santo faz em sua vida, mas você tem que responder positivamente.
Se alguém lhe desse um cheque, ele não valeria nada se você não fosse a um banco e o descontasse. Um presente só tem valor quando você o recebe.
Você está aí sentado, ruminando seu fracasso, imóvel, pensando que não há mais esperança para você, então sim , tudo está perdido. Não porque sua salvação não esteja providenciada, não porque o preço de seu pecado não tenha sido pago, não porque o presente não tenha sido dado, mas porque você não quer aceitar tudo o que Jesus fez por você.
O último pensamento que tiramos do texto é o seguinte: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras..." Efésios 2:10
Por que é que Jesus nos salva? Ele nos salva para vivermos uma vida de obediência, embora a obediência não salve ninguém, Ele nos salva pela graça mediante a fé para uma vida de obediência. É isso que o texto afirma. Ele nos salva para andarmos em Seus caminhos, para aceitarmos Seu caráter refletido nos Dez Mandamentos de Deus. Não que guardar mandamentos salve alguém. Se alguém pensa que guardar mandamentos irá contribuir para a sua salvação, está completamente enganado. Ninguém pense que guardando mandamentos ganhará sequer um pontinho para a sua salvação. Mas querido, se você pensa que Cristo o salva e você pode deixar de lado os mandamentos de Deus, também está enganado. Efésios 2:10 declara que: "...somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras..." Efésios 2:10
Jesus nunca salva para continuar vivendo no pecado. Ele nos salva para as boas obras. As boas obras não salvam ninguém, mas elas são o fruto de uma vida transformada por Cristo. Uma vez salvo, você se deleitará em andar nos caminhos de Deus, e fazer a Sua vontade.
Por favor, não me diga que você teve uma grande experiência com Cristo, se você continua mergulhado no mundo do pecado. Não me diga que você foi salvo em Cristo, se você está transgredindo os princípios da eterna lei de Deus. A salvação é para uma vida de vitória. Somos feitura Sua, somos criação Sua para boas obras.
Certa vez, ouvi a história de um bêbado que tinha um filhinho de 12 anos. Sua esposa era uma mulher muito cristã e ensinou o menino a andar nos caminhos do Senhor, mas quando o garoto completou 12 anos, a mãe morreu com um câncer terrível e o filho ficou aos cuidados do pai bêbado. Um dia, um carro atropelou o garoto. O pai foi ao hospital, ajoelhou-se diante da cama do garoto que estava entre a vida e a morte, segurou as mãos do garoto entre as suas e com lágrimas nos olhos disse: -"Filho, por favor, você tem que viver, você é a única coisa que eu tenho nesta vida; não me deixe. Eu prometo a você que, se você viver, paro de beber, mudo de vida e vou para a igreja, mas por favor, não me deixe". A história conta que o filho, olhando com amor para o pai, disse: -"Eu acho que vou morrer. Eu acho que vou te deixar". E o pai suplicou: -"Filho, por favor, você não pode me deixar, não está ouvindo o que te prometi? Não vou mais beber, vou mudar de vida, vou à igreja, vou me batizar. Você vai ter um pai de verdade, mas filho, por favor, faça força, não morra". E o filho respondeu: -"Pai, vou morrer, mas não importa. Quero que saiba que eu o amo, assim bêbado como é, mesmo sem querer ir à igreja, eu o amo".
Ah, querido! É isso mesmo que Jesus diz a você e a mim neste momento: -"Filho, eu o amo não porque tenha alguma coisa boa, não porque seja um pregador, não porque tenha levado muitas pessoas ao conhecimento de Jesus, mas Eu o amo porque você é meu filho. Eu o amo, independente de sua conduta, independente do que você faz ou não faz. Eu simplesmente o amo".
É você alguém que está longe de Jesus e de Sua Igreja? Mesmo assim Jesus olha para você e diz: -"Filho, Eu o amo, e quero que saiba o seguinte: se você desligar a televisão agora, e continuar andando em seus caminhos errados, mesmo assim te amarei. Mas se um dia você se perder, não será porque deixei de amá-lo, mas sim porque você escolheu esse caminho. E o Meu coração doerá muito por isso". Você gostaria agora de abrir o seu coração a Jesus? Você pode fazê-lo aí, onde estiver. Se o fizer, você sentirá a paz da reconciliação.
Pr.Alejandro Bullón
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